Existe um momento frustrante em toda produção com narração: o corte está bonito, mas a locução ainda não foi gravada, e ninguém consegue avaliar o ritmo de verdade. Durante anos a solução foi o editor gravar uma guia improvisada no microfone do fone. Hoje minha guia é sintética, e a diferença é maior do que parece.
O corte de teste com voz de verdade
Com TTS de qualidade, eu gero a narração completa do roteiro em minutos, com dicção limpa e andamento constante. Sobre essa guia, monto o corte avaliando o que realmente importa: se a imagem respira junto com o texto, se as pausas caem no lugar, se algum trecho do roteiro está longo demais para o plano que o cobre. Problemas de ritmo aparecem semanas antes da gravação, quando ajustar roteiro ainda é barato.
O que isso muda na sessão de gravação
Quando o locutor real entra em cena, ele recebe um roteiro já validado contra a imagem, com marcações de duração por trecho. A sessão rende mais, as regravações despencam e o cliente já aprovou a estrutura vendo o corte de teste. A voz sintética sai do projeto no fim, mas o serviço que ela prestou fica em cada decisão de montagem.