Quando o vídeo é financiado por dinheiro público ou vive dentro de uma instituição de saúde, acessibilidade deixa de ser diferencial e vira obrigação, com norma e critério de conformidade. A referência internacional é a WCAG, e a boa notícia é que ela é bem mais concreta do que o juridiquês em volta faz parecer.
O que a WCAG pede de um vídeo
Para conteúdo audiovisual, os critérios centrais são: legendas para todo áudio falado, audiodescrição para a informação visual relevante, e alternativas de mídia quando o conteúdo é essencial. No nível AA, que é o alvo usual de conformidade institucional, legendas e audiodescrição em vídeo pré-gravado são requisito, não recomendação.
O player importa tanto quanto o vídeo
Um detalhe que produtoras esquecem: o arquivo pode estar impecável e a experiência reprovar, porque o player não opera por teclado, os controles não têm contraste suficiente ou o botão de ativar legenda não é anunciado pelo leitor de tela. Acessibilidade audiovisual é o conjunto vídeo mais interface, e a auditoria avalia os dois.
Como coloco isso no fluxo
Em projetos para o setor público e institucional, os requisitos entram no briefing como itens de escopo: legenda com velocidade de leitura controlada, AD roteirizada após o corte final, contraste dos elementos gráficos verificado ainda no motion design. Tratado assim, o custo de conformidade é marginal. Tratado como remendo de última hora, ele dobra, e o prazo vai junto.