A exportação termina e começa a parte chata: renomear no padrão do cliente, gerar as variações de formato, conferir se nada corrompeu, subir para a pasta certa. Percebi que essa cauda do processo consumia quase tanto tempo quanto a exportação em si, e que era 100% automatizável com Python no Windows.
As cinco rotinas que uso
Primeira: renomeação em lote seguindo o padrão de nomenclatura de cada cliente, lendo a data e a versão direto do nome do projeto. Segunda: conversão das entregas derivadas via FFmpeg, gerando a versão web e a versão para redes a partir do master. Terceira: normalização de loudness de todos os arquivos de uma pasta para o alvo da plataforma de destino. Quarta: verificação de integridade, que abre cada arquivo, confere duração e resolução e acusa qualquer exportação que veio quebrada. Quinta: distribuição, movendo cada entrega para a estrutura de pastas do cliente e registrando tudo em log.
O ganho real
Nenhum desses scripts é sofisticado, e essa é a graça. São vinte, trinta linhas cada, escritos em uma tarde, que devolvem horas toda semana e eliminam a categoria mais irritante de erro: o arquivo certo com o nome errado na pasta errada. Automação de edição não precisa começar grandiosa; precisa começar pelo que se repete.